ANTÔNIO CARLOS ALVIM: QUE TAL ESSA?



Neste momento histórico em que ouvimos tanto falar de um Papa "pop", Marcello Chalvinski abre seu novo escrito citando o livro bíblico não-apócrifo "Gênesis 7:19". Pura coincidência.
Para os mais cristãos (católicos apostólicos romanos) poucos escritos na literatura maranhense são tão recheados de relações humanas cheias de vícios e pecados quanto os seus, embora neste livro esteja mais comportado que no anterior.
A poesia que abre o Temporal nos faz lembrar de João Cabral de Mello Neto, ou melhor, inspira-se no poema "Lições da Pedra" do autor pernambucano.
                 Encontramos neste livro pérolas como

                 "Cerquei com palavras
                 (atrevido)
                 um pedaço da tempestade
                 na verdade
                 de um tamanho sofrido"


No entanto, a cosmogonia poética de Marcello Chalvinski gravita em torno do "moderno" (...atravessou o mar de Kara/ &/ era pacífico/ índico/ blues...) tateando o almejado "eterno" (...o perfume da rosa-dos-ventos/ libertando-se de todos os mapas...). E que estamos falando de lições, não esqueçamos o lecionado pelo "poeta maior":
                  
                  "Cansei de ser moderno
                  Quero é ser eterno."

                                     (Carlos Drummond de Andarade)



                                                               São Luís-Ma, 11 de maio de 2005.

                                                                               Antônio Carlos Alvim   

  Que tal essa?:
                
                "Marcello Chalvinski é o último grande poeta underground da literatura maranhense."

                                             Antônio Carlos Alvim



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Um Poema ao Acaso

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