O TEU ADEUS





o teu adeus
vestiu-me a morte de leve
& como um deus
aprisionado na sorte breve
arrastei pela neve
as correntes da tua lembrança
demente entre os dementes
com as unhas sujas
de esperança
removi da alma suja
cada mancha
do teu batom ausente
rimei em vão
rimei sim & rimei não
rimei assim tão
perdidamente
que à minha frente
perdia-se
a reflexão
& o teu adeus
que me cortou feito navalha
dissipou-se enfim
_negra mortalha
sangrando a paixão falha
numa hemorragia de falhas







(M.CHALVINSKI - ANJO NA FAUNA - BRANCALEONE EDITORES 1999)

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Um Poema ao Acaso

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