Um dia, uma noite...

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um dia esbarrei em você na saída de uma festa & foi um acaso premiado & um presente dos céus sentir o cetim achocolatado da tua pele morna & o perfume alucinógeno do teu corpo moreno então pensei quero vê-la quero falar com ela quero dizer a ela que a quero pra mim & assim os dias se passaram & numa noite ainda mais feliz você saiu comigo & eu beijei sua boca quente & macia & linda & molhada & gostei tanto que quase caí da cadeira sem que houvesse nenhuma participação daquele uísque que tomamos um a um naquele bar que nem me interessa lembrar porque prefiro usar toda memória pra recordar o brilho do seu olhar quando você disse “me leva pra tua casa” & eu acelerei o carro & te levei o mais rápido que pude pois meu corpo queria você meu coração queria você meu fogo queria você & todas as minhas células queriam você & agora que tanto tempo passou e que tanta coisa aconteceu & mudou eu fui perguntar ao meu coração o que fazer & ele me mandou traduzir escrever falar dizer esclarecer o quanto ainda quero sentir o cetim achocolatado da tua pele morna & o perfume alucinógeno do teu corpo que eu quero em minha cama em minha casa em minha vida & que quero cada vez mais beijar a sua boca quente & macia & linda & molhada para ver o teu olhar para ver você enternecida me olhando com seus olhos negros que brilham & poder falar no teu ouvido com a voz quente que te amo & que você é meu amor minha linda meu bem






Aristipo de Cirene - Versos Automáticos

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Tira-gosto

Um Poema ao Acaso

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