.REVÉS.

.



úmida
saudade
cáustica
abriu
translúcida
vertiginosa
túnica
urdida de cristal
gelo

última pétala
da paixão finda
de fiar-se única
fiou os cabelos
no inverno
ainda
engendrou-se
lótus pútrida
no escuro lamaçal
do desespero

dragão de lágrimas
papoulas
frieza pétrea
que voa

deixa que eu fuja
com minhas asas
de absinto & desmantelo
detém teu furor incerto
teu flagelo
na boca
de teu incerto riso

teu céu arrizo
oculta
falsas lantejoulas
&
sólido granizo

ferida íntima
de tristeza estúpida
cicatriza ao álcool
que eu bebo à-toa

águia de cosméticos
cifrões
foge à minha flecha
de veneno
brio

 que te espera
guilhotina insana
do esquecimento
com todas as lâminas
para teu espírito de hydra

é o teu
&
não o meu sangue
que vazará
da clepsidra






MARCELLO CHALVINSKI [TEMPORAL- BRANCALEONE ED. 2005]

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Tira-gosto

Um Poema ao Acaso

Porre de poesia

abismo Acaso aço Advertência aeroporto Alma alphonsus de guimaraens. poesia Amor Animal Anjo anjos anoitecer Apolo Apóstolo arcanjos Asas Assassinos aurélio ausência azul babélico baile Balas bananas Bar Barulho baudelaire beatnik Bela Beleza Bélica Bem Bukowski cabeça Caldeus cama Campo canções caos Carne ccinamomo cérebro cereja céu Chalvinski chamas chifre chuva cidade Cisne cocaína coisa Conto controle Coração Corte cristão culpa Desejo Destino devaneio Diamante diligência Dilúvio Dor drogas DYLAN THOMAS em qualquer lugar... Energia enforcado escuridão esmeralda espaço espírito estalagem estrelas Estupro étude explicação FANTASMAS Feminil feras ferida fernando pessoa Fim flor flores Floresta fogo futuro Gelo gênio geração ginsberg Gregório de Matos guerra hai cai Haroldo de Campos Herói horror humo ida Iluminuras Infância inflexão ingles Introspecção jack daniel's JARDIM jazz JOGO Jorge Luis Borges lábios lágrima lama Lamento Canção lâmina lápides Leda and the swan Leminski Liberdade Linda litanias livro Lixo Longe LOUCO loucura Lua cheia LUZ Mal manifesto Manoel de Barros Manuel de Barros MÃOS Mar mariposa mel menina mesma coisa Misandria Morrer Morte mulher Murilo Mendes música nada Não Noite Nudez Oceano Octavio Paz olhar olhos Ossos ótica Paixão peixeira Pensamento Piano piedade plano planta poder POEMA Poesia poesia brasileira Poeta Ponte prazer Primavera príncipe Prosa punhal Quimera Rainha Rapariga Rilke Rimbaud riso Rua Sabbath Safo Saias Sangue Saudade seios semideuses cheios de graça sentido Sentimento sepultura ser Sexo Silêncio sizígia sol Solidão sonho SORTE sucesso suicídio Suíno tarot Tempestade temporal topázios Torpeza Torre tragédias de malandros Tristeza Trovão Uísque Ur Vasko Popa vermelho Verso Vício Vinicius de Moraes Viver Walt Whitman Zeppelin Zeus

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