O TERCEIRO LADO DA PONTE




os delírios estão de volta
& agitam seus estandartes
envoltos em nuvens de vodka
& canções imaginárias

antropófaga companhia
literária
esta minha solidão
salafrária
ri-se a contemplar a correria
das tropas incendiárias

pela ponte
de avarias várias
vai o ar
vai a palavra
vão os ais
vão as árias

pela ponte
vão as gentes
vão as alimárias

por entre postes
vãos & vogais
consoantes mercenárias
tramam emboscadas fatais

ensandecidos pelo avanço
de hordas tais
há adjetivos que se desprendem
há pilares que caem

pela ponte
a marcha é pesada
os petrechos são de ferro
& as metáforas rangem rangidos desiguais

vis
os delírios avançam
em seu desejo vulcânico

a bela me sorri

o governo da página
entra em pânico





Marcello Chalvinski (Don Juan & o Jardim das Maravilhas)
Arte:Tom Colbie

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Tira-gosto

Um Poema ao Acaso

Porre de poesia

abismo Acaso aço Advertência aeroporto Alma alphonsus de guimaraens. poesia Amor Animal Anjo anjos anoitecer Apolo Apóstolo arcanjos Asas Assassinos aurélio ausência azul babélico baile Balas bananas Bar Barulho baudelaire beatnik Bela Beleza Bélica Bem Bukowski cabeça Caldeus cama Campo canções caos Carne ccinamomo cérebro cereja céu Chalvinski chamas chifre chuva cidade Cisne cocaína coisa Conto controle Coração Corte cristão culpa Desejo Destino devaneio Diamante diligência Dilúvio Dor drogas DYLAN THOMAS em qualquer lugar... Energia enforcado escuridão esmeralda espaço espírito estalagem estrelas Estupro étude explicação FANTASMAS Feminil feras ferida fernando pessoa Fim flor flores Floresta fogo futuro Gelo gênio geração ginsberg Gregório de Matos guerra hai cai Haroldo de Campos Herói horror humo ida Iluminuras Infância inflexão ingles Introspecção jack daniel's JARDIM jazz JOGO Jorge Luis Borges lábios lágrima lama Lamento Canção lâmina lápides Leda and the swan Leminski Liberdade Linda litanias livro Lixo Longe LOUCO loucura Lua cheia LUZ Mal manifesto Manoel de Barros Manuel de Barros MÃOS Mar mariposa mel menina mesma coisa Misandria Morrer Morte mulher Murilo Mendes música nada Não Noite Nudez Oceano Octavio Paz olhar olhos Ossos ótica Paixão peixeira Pensamento Piano piedade plano planta poder POEMA Poesia poesia brasileira Poeta Ponte prazer Primavera príncipe Prosa punhal Quimera Rainha Rapariga Rilke Rimbaud riso Rua Sabbath Safo Saias Sangue Saudade seios semideuses cheios de graça sentido Sentimento sepultura ser Sexo Silêncio sizígia sol Solidão sonho SORTE sucesso suicídio Suíno tarot Tempestade temporal topázios Torpeza Torre tragédias de malandros Tristeza Trovão Uísque Ur Vasko Popa vermelho Verso Vício Vinicius de Moraes Viver Walt Whitman Zeppelin Zeus

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