POEMA





Uma risada
de safira na ilha de Ceilão
As mais belas palhas
Têm a cor esmaecida
Na prisão
Numa fazenda isolada
NO DIA-A-DIA
agrava-se
O agradável
Um caminho carroçável
vos conduz ao desconhecido
O Café
roga por si mesmo
O ARTESÃO QUOTIDIANO DE VOSSA BELEZA
Senhora,
um par
de meias de seda
não é
Um salto no vazio
UM CERVO
Antes de tudo o amor
Tudo poderia acabar tão bem
Paris é uma grande aldeia
Vigiai
o fogo incubado
a oração
Sabei que
os raios ultravioleta
terminaram seu trabalho
bom e rápido
O PRIMEIRO JORNAL BRANCO
DO ACASO
Vermelho será
O cantor errante
ONDE ESTARÁ?
na memória
em sua casa
NO BAILE DOS ARDENTES
Faço
dançando
O que se fez, o que se fará



EXCERTO DO MANIFESTO DO SURREALISMO

(ANDRÉ BRETON - 1924)

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Tira-gosto

Um Poema ao Acaso

Porre de poesia

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