LEDA AND THE SWAN X LEDA E O CISNE




LEDA AND THE SWAN
by W. B. Yeats



A sudden blow: the great wings beating still
Above the staggering girl, her thighs caressed
By the dark webs, her nape caught in his bill,
He holds her helpless breast upon his breast.


How can those terrified vague fingers push
The feathered glory from her loosening thighs?
And how can body, laid in that white rush,
But feel the strange heart beating where it lies?



A shudder in the loins engenders there
The broken wall, the burning roof and tower
And Agamemnon dead.Being so caught up,

So mastered by the brute blood of the air,
Did she put on his knowledge with his power
Before the indifferent beak could let her drop?

__________________________________

LEDA E O CISNE

[Tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos]


Súbito golpe: as grandes asas a bater
Sobre a virgem que oscila, a coxa acariciada
Por negros pés, a nuca, um bico a vem reter;
O peito inane sobre o peito, ei-la apresada.

Dedos incertos de terror, como empurrar
Das coxas bambas o emplumado resplendor?
Pode o corpo, sob esse impulso de brancor,
O coração estranho não sentir pulsar?

Um tremor nos quadris engendra incontinenti
A muralha destruída, o teto, a torre a arder
E Agamêmnon, o morto. 
                                       Capturada assim,

E pelo bruto sangue do ar sujeita, enfim
Ela assumiu-lhe a ciência junto com o poder,
Antes que a abandonasse o bico indiferente?


____________________________________

LEDA E O CISNE

[Tradução de Augusto de Campos]



Um baque súbito. A asa enorme ainda se abate
Sobre a moça que treme. Em suas coxas o peso
Da palma escura acariciante. O bico preso
à nuca, contra o peito o peito se debate.

Como podem os pobres dedos sem vigor
Negar à glória e à pluma as coxas que se vão
Abrindo oe como, entregue a tão branco furor,
Não sentir o pulsar do estranho coração?

Um frêmito nos rins haverá de engendrar
Os muros em ruína, a torre, o teto a arder
E Agamênnon, morrendo.


Ela, tão sem defesa,
Brutalizada pelo abrupto sangue do ar,
Se impregnaria de tal força e tal saber
Antes que o bico inerte abandonasse a presa?



_____________________________________

LEDA E O CISNE
[Tradução de Mario Faustino]




Um golpe súbito: as grandes asas batendo ainda
Sobre a jobem cmabaleante, as coxas acariciadas
Pelas plamuras negras, a nuca segura ao bico,
Ele a mantém inerme, o colo contra o colo.

De que modeo poderão os gagos dedos temerosos
Repelir, de entre as coxas que já cedem,
Essa glória emplumada?
E que fazer o corpo, entregue à urgência branca
Sentão sentir pulsando de onde jaz
O estranho coração?

Um frêmito nos flancos lá engendra
A muralha ruída, tetos em chamas, torre
E Agamenon defunto.

Assim possuída,
Capturada pelo bruto sangue aéreo,
Assumiria o saber dele como seu poderio
Antes que o bico indiferente a deixasse cair?

Translate

Tira-gosto

Um Poema ao Acaso

Porre de poesia

abismo Acaso aço Advertência aeroporto Alma alphonsus de guimaraens. poesia Amor Animal Anjo anjos anoitecer Apolo Apóstolo arcanjos Asas Assassinos aurélio ausência azul babélico baile Balas bananas Bar Barulho baudelaire beatnik Bela Beleza Bélica Bem Bukowski cabeça Caldeus cama Campo canções caos Carne ccinamomo cérebro cereja céu Chalvinski chamas chifre chuva cidade Cisne cocaína coisa Conto controle Coração Corte cristão culpa Desejo Destino devaneio Diamante diligência Dilúvio Dor drogas DYLAN THOMAS em qualquer lugar... Energia enforcado escuridão esmeralda espaço espírito estalagem estrelas Estupro étude explicação FANTASMAS Feminil feras ferida fernando pessoa Fim flor flores Floresta fogo futuro Gelo gênio geração ginsberg Gregório de Matos guerra hai cai Haroldo de Campos Herói horror humo ida Iluminuras Infância inflexão ingles Introspecção jack daniel's JARDIM jazz JOGO Jorge Luis Borges lábios lágrima lama Lamento Canção lâmina lápides Leda and the swan Leminski Liberdade Linda litanias livro Lixo Longe LOUCO loucura Lua cheia LUZ Mal manifesto Manoel de Barros Manuel de Barros MÃOS Mar mariposa mel menina mesma coisa Misandria Morrer Morte mulher Murilo Mendes música nada Não Noite Nudez Oceano Octavio Paz olhar olhos Ossos ótica Paixão peixeira Pensamento Piano piedade plano planta poder POEMA Poesia poesia brasileira Poeta Ponte prazer Primavera príncipe Prosa punhal Quimera Rainha Rapariga Rilke Rimbaud riso Rua Sabbath Safo Saias Sangue Saudade seios semideuses cheios de graça sentido Sentimento sepultura ser Sexo Silêncio sizígia sol Solidão sonho SORTE sucesso suicídio Suíno tarot Tempestade temporal topázios Torpeza Torre tragédias de malandros Tristeza Trovão Uísque Ur Vasko Popa vermelho Verso Vício Vinicius de Moraes Viver Walt Whitman Zeppelin Zeus

Frequentadores

Beberam aqui